29 de agosto de 2025

Glória: ‘Fizemos a festa para não quebrar a tradição’, desabafa prefeita Enavilma

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Pelo menos uma vez por ano, a cidade de Glória torna-se palco de uma das festas mais populares da região. Inerente a celebração sacra que festeja o santo mais popular do Nordeste, a Trezena de Santo Antônio acontece na praça com rara felicidade. Isto, diga-se, porque os lugares no Brasil onde as comunidades podem se reunir sem o assédio da violência praticamente inexistem. “Isso é tão bonito, o povo daqui é tão tranquilo e sabe festejar, vou a muitos lugares, mas sempre volto a Glória” disse uma turista de Petrolina.

Ocorre que o a mar não está para peixe, em muitas cidades os festejos tradicionais encolheram porque os prefeitos alegam não terem recursos para contratar as atrações do momento, com cachês nas alturas e os altos custos da produção.

“Nós fizemos o que era possível para não quebrar uma tradição, mas estou satisfeita, porque todo mundo se divertiu e esta é a função do entretenimento. Outra coisa, a igreja inovou, colocou mais eventos religiosos, achei que cresceu e eu estou super feliz com isso”, destacou a prefeita, Dra. Enavilma Negromonte, ao site Ozildo Alves, neste sábado (13), último dia da festa.

Enavilma ainda agradeceu a participação popular, destacando a receptividade dos glorienses. “Sou muito grata ao nosso povo, como sempre os glorienses recebem com o coração aberto e com muito amor. Agradeço especialmente a região e ao povo de Paulo Afonso que nos estimula” disse.

Prestigiaram as últimas noites da festa os filhos de Glória, a se considerar a cidade mãe de Paulo Afonso, estavam todos em casa. O deputado federal Mário Júnior (PP) e o presidente da Bahia Pesca Val Oliveira, entre outros.

Alheios a querelas políticas o povo toma a praça, sem partido o momento é de festejar a união das Comunidades e o folclore. Não teve as mesmas atrações de anos anteriores, onde todos os dias o espaço ficava pequeno, priorizou-se os fins de semana. O acerto da organização foi trazer artistas com a pegada popular. Quando Asissão deu a deixa para a última música, já passava das 2h30 da manhã e os dançantes ficaram inconsoláveis.

“/Eu quero meu amor/ eu quero meu amor/ eu quero meu amor aqui nesse forrozão…/” ninguém ficou parado. De resto, sobrou sofrência para os mais resistentes.

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